Como escolher o melhor amplificador para som ambiente
26/12/2019

Como escolher o melhor amplificador para som ambiente

O conjunto de equipamentos que formam um sistema de som ambiente não recebe este nome à toa: de fato, todos os componentes são importantíssimos para que o resultado final — a experiência sonora — seja a melhor possível, livre de interferências, chiados, com definição clara de todas as frequências e, principalmente, volume. O conjunto básico é formado por caixas acústicas (ou arandelas, dependendo do projeto), fios e cabos, mas há um item que não pode faltar nem ser negligenciado na hora da compra.

 

Escolher o melhor amplificador para som ambiente é um dos maiores desafios para quem quer tentar economizar no projeto e selecionar os componentes por conta própria. Os motivos são vários, mas um dos principais é a variedade de produtos no mercado e as especificações técnicas de cada um deles. Nem todos os fabricantes fazem questão de deixar tudo suficientemente claro para facilitar a decisão. Aliás, tem quem pareça preferir complicar, porque pode ser mais fácil para capturar os “incautos” e vender algo que não é necessário àquela aplicação nem funciona suficientemente bem.

 

Para evitar esse tipo de transtorno, gastos desnecessários e permitir que a sua experiência sonora seja o mais surpreendente possível, nossos especialistas elaboraram este texto que vai explicar tudo sobre os amplificadores para som ambiente, desde os aspectos mais técnicos até as sugestões mais adequadas para cada necessidade. Ao final da leitura, você terá plenas condições de decidir por si só qual é o modelo ideal para a sua casa, empresa ou ambiente comercial sem medo de errar.

 

Como funciona um amplificador para som ambiente

 

A função desse equipamento é aumentar (amplificar) um sinal elétrico de uma fonte e enviá-lo a um “destinatário”. Essa explicação simplifica o que ocorre sempre que você coloca uma música pra tocar num aparelho de som convencional: a fonte de áudio lê a mídia — que pode ser um pen drive, arquivo digital, streaming (Spotify), rádio ou outra —, converte o resultado da leitura em sinais elétricos e os direciona para as caixas acústicas. Porém a “força” deste sinal não é tão forte a ponto de percorrer uma distância maior por fios e cabos nem para fazer vibrar um cone de papel ou plástico que forma os alto-falantes. Ele tem baixo nível de corrente e tensão durante o processamento, da ordem dos miliVolts (mV) e miliAmpères (mA). É preciso, portanto, tornar a “música mais forte” antes de ouvi-la — e é aí que o amplificador entra.

 

Imagine o amplificador como um “transformador”, em que uma determinada corrente elétrica entra e sai, transformada, do outro lado (pelas caixas acústicas). Esse aumento é feito na escala de miliVolts e interfere diretamente na amplitude dos sinais.

 

O conceito técnico explica que o amplificador para som ambiente utiliza uma pequena quantidade de energia para controlar uma quantidade maior. Essa é a condição da maioria dos amplificadores, usados em aplicações de áudio e transmissão de rádio. A relação entre a entrada de áudio e a saída do amplificador é tecnicamente chamada de ganho, e costuma ser estampada na embalagem dos produtos como potência (e medida em Watts).

 

Como você pode imaginar, a potência de saída de um amplificador tem relação direta com a do seu sistema de som. É importante ter isso em mente para não cometer um equívoco comum: esquecer-se de observar a potência dos alto-falantes e adquirir um amplificador mais forte do que eles toleram. Esse descuido pode causar danos permanentes ao seu sistema.

 

Classes e tipos de amplificadores para sonorização de ambientes

 

Há dois tipos de amplificadores mais popularmente usados no mercado: os boosters e os de fonte chaveada. Os primeiros têm construção extremamente simples e costumam ser usados em projetos que necessitem de, no máximo, 100 W RMS por canal (com impedância entre 2 e 4 Ohms). Esse tipo de equipamento pode atrair a sua atenção por conta do custo, mas ele só pode ser ligado em saídas de baixa impedância.

 

Quanto aos amplificadores de fonte chaveada há uma particularidade: seu circuito possui mais componentes e é mais elaborado e tecnicamente complexo que os modelos que você leu anteriormente. Por isso eles amplificam o sinal e proporcionam uma melhora significativa do sinal — além de permitir aplicar esse tipo de equipamento em sistemas diversos.

 

Eles são divididos da seguinte forma:

 

 

  • classe A: amplificadores pouco eficientes porque consomem muita energia e esquentam . Apesar disso, distorcem pouco, rendem muito e têm alta fidelidade sonora;
  • classe B: é um tipo de amplificador pouco usado, não muito indicado para sistemas de som ambiente por conta da baixa qualidade da amplificação de sinais específicos e alto nível de distorção;
  • classe AB: concentra o que há de melhor nos de classes A e B. Do primeiro aproveita a baixa distorção e do B, o baixo consumo de energia. O resultado é um equipamento que gasta menos energia e oferece um som de melhor qualidade. Mais de 95% dos amplificadores que estão no mercado fazem parte desta categoria;
  • classe D: são chamados de amplificadores digitais e costumam vir instalados em subwoofers. A eficiência é ótima e quase não produzem calor. Eles reproduzem as frequências mais baixas de forma mais nítida, por isso a aplicação direcionada para caixas de som dedicadas aos sons mais graves.

 

 

Todos os tipos de amplificadores que você leu acima têm uma vantagem em relação aos modelos mais antigos: são transistorizados, ou seja, possuem componentes internos pequenos que oferecem bom desempenho e não exigem uma área muito grande para a instalação. Na maioria das vezes podem ficar posicionados num rack dedicado aos aparelhos ou até embutidos na parede do imóvel.

 

Quais as melhores opções de amplificador para som ambiente disponíveis no mercado?

 

Como você já percebeu, há diversas particularidades a serem observadas e consideradas antes de comprar o amplificador para som ambiente que vai atender plenamente as suas necessidades. Além de saber qual é a potência total das caixas acústicas que estarão no seu projeto, é importante considerar que nem sempre o que é mais barato pode trazer a melhor experiência.

 

Procure, antes de avançar com a sua aquisição, responder a estas perguntas:

 

  • Que tipo de experiência você deseja com o som ambiente?
  • Há a necessidade de ouvir músicas com alto volume e “peso” (reforço de frequências graves)?
  • Você pretende instalar um subwoofer?
  • O amplificador será conectado a uma televisão ou a outros dispositivos que reproduzam músicas?
  • Você quer que o áudio seja reproduzido em diversos ambientes diferentes?
  • Qual é o tamanho médio de cada cômodo/espaço a ser sonorizado?

 

As respostas a estas perguntas vão ajudá-lo a entender de forma mais clara e precisa qual é a real necessidade do seu projeto. A partir delas, nossos especialistas selecionaram as melhores opções do mercado.

 

Amplificadores para pequenos ambientes

 

  • Amplificador Frahm RD160 Wi-Fi Residence: oferece a possibilidade de utilizar a rede sem fio do ambiente para controlar os equipamentos e setorizar a reprodução de mídia em diferentes espaços. A configuração da rede sem fio é simples e o controle do amplificador pode ser feito por meio de um aplicativo disponível para Android e iOS. Este amplificador oferece 160 Watts de potência distribuídos entre dois canais e aceita conexões, além da plataforma Wi-Fi, de cabos P2, RCA e ópticos. Ele também tem entrada USB, lê cartões de memória tipo SD, tem conexão Bluetooth e rádio FM. Por se tratar de um equipamento compacto (4,4 centímetros de altura, 15,2 de largura e 19,1 de profundidade), a instalação pode ser feita em diversos espaços — desde um rack com outros dispositivos sonoros até o mobiliário já existente no local a ser sonorizado.

 

  • Amplificador Frahm RD240 Wi-Fi Residence: também conta com a conexão Wi-Fi que permite integrá-lo a dispositivos como tablets, smartphones e outros equipamentos que se comuniquem por meio desse protocolo, mas traz a possibilidade de sonorizar dois ambientes diferentes. A potência total de 240W pode ser aproveitada de forma integral ou compartilhada — neste caso, é possível dividi-la entre quatro canais de 60 Watts cada um. O aparelho, assim como o modelo acima, oferece conexões Bluetooth, USB, óptica, P2, RCA e recepção de rádio FM.

 

  • Amplificador Frahm RD480 Wi-Fi Residence: esse amplificador estéreo classe D (elementos ativos que trabalham digitalmente) permite instalar um sistema que sonorize até quatro ambientes diferentes. A potência total é de 480W que podem ser divididos entre oito canais de 60W cada. Além do áudio digital e da conexão Wi-Fi, há as tradicionais conexões Bluetooth, USB, óptica, P2, RCA e rádio FM.

 

Controle total

 

Além dos exemplos acima, de amplificadores potentes porém compactos e que podem ser aplicados em diversos tipos de projeto, há soluções ainda mais compactas e práticas que são ideais para a sonorização residencial.

 

Projetos arrojados, que geralmente contam com a consultoria de arquitetos e precisam considerar as características de design no espaço, têm que ter soluções discretas. Estes casos são atendidos pela família de amplificadores de parede Slim Wall. São dispositivos que oferecem até 60W de potência mas por serem extremamente compactos, podem ser instalados nas paredes dos cômodos das residências.

 

Classificados como amplificadores de som do tipo AB, eles reúnem algumas características que o colocam em posição de destaque para o consumidor que deseja sonorizar um imóvel: alta fidelidade e máxima transferência de potência. Além disso, podem ser instalados utilizando os espaços originalmente concebidos para a colocação de tomadas e interruptores elétricos (do tipo 4X2), o que evita o quebra-quebra necessário para a abertura de novos nichos dedicados.

 

Outro recurso importante deste tipo de equipamento é a integração com diversas fontes sonoras: Bluetooth, cartões de memória, conexão USB e até rádio FM podem ser amplificados, o que dá muito mais conforto para o usuário que não precisa sequer de fios para ouvir suas músicas.

 

Mais um detalhe: o próprio amplificador tem um interruptor para controlar a iluminação do ambiente onde for instalado. Ou seja: o instalador e o arquiteto não perdem um ponto de luz ao propor o uso do Slim Wall para o cliente.

 

Conexões facilitadas

 

Além da preocupação com a qualidade sonora, a praticidade de conexão e integração com dispositivos mobile é uma condição fundamental para o bom projeto de sonorização de ambientes. Ainda que muitas pessoas utilizem reprodutores de áudio tradicionais — CDs e DVDs players, por exemplo —, a quantidade de clientes que adotou os smartphones e tablets como fonte de músicas aumentou significativamente.

 

Para atender à essa demanda, os amplificadores da linha RD contam com conexão Wi-Fi, por meio da qual é possível estabelecer uma ligação direta e transmitir os sinais sonoros em altíssima qualidade e com boa mobilidade.


Agora que você já conhece bastante sobre amplificadores de som, que tal visitar o nosso site para escolher os outros produtos dos quais você vai precisar para montar o sistema de som ambiente da sua casa? Caso ainda tenha dúvidas, não deixe de falar conosco e ler os conteúdos que oferecemos no nosso blog.

 

Guia para Instalação de Som Ambiente

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