Como montar um som ambiente residencial
05/12/2018

Como montar um som ambiente residencial

Você já leu aqui no nosso blog que o consumidor tem buscado cada vez mais levar a possibilidade de ouvir música com qualidade em qualquer lugar. Motivado pela portabilidade proporcionada pelos smartphones, tablets e outros dispositivos conectados à internet, ele não se contenta apenas com fones de ouvido, com o sistema original ou de alto rendimento do carro nem com os alto-falantes das TVs e de outros aparelhos; o desejo é maior, e passa por assumir totalmente o controle do quê, quando e de que maneira ouvir, sobretudo se for em casa. Mas você já sabe como montar um som ambiente residencial?

 

Essencialmente, o domínio das técnicas para a instalação de sistemas de som em automóveis e o conhecimento em eletrônica ajudam, mas há outras questões importantes a serem consideradas para fornecer ao cliente um serviço de qualidade e que irá fidelizá-lo ao seu negócio. As exigências não são exatamente as mesmas, mas não é difícil compreendê-las e incorporá-las à sua empresa.

 

Uma casa é, assim como um carro, um ambiente a ser sonorizado. Dessa forma, é fundamental ter atenção a alguns pontos fundamentais antes de iniciar o trabalho e prezar por eles. Isso vai garantir a satisfação do cliente e o fará procurá-lo novamente quando precisar ampliar o sistema ou promover ajustes.

 

Itens necessários

 

Antes de começar a instalação propriamente dita, é preciso conhecer bem o ambiente e fazer as análises técnicas necessárias que vão eliminar a necessidade de retrabalhos e garantir o bom funcionamento dos equipamentos. Para isso, agende uma visita ao espaço a ser sonorizado, que pode ser a sala, um quarto, uma área de lazer externa ou qualquer outro espaço na casa do cliente.

 

Ao chegar no local, preste atenção e anote detalhes importantes, como:

  • material das paredes e divisórias;
  • existência de objetos que interfiram na propagação das ondas sonoras, como móveis, cortinas, vidros, carpetes, e outros itens com volume considerável;
  • disposição do ambiente em relação ao imóvel e fluxo de ar, já que um espaço com correntes conflitantes e frequentes de vento pode precisar de caixas acústicas com mais potência (não esqueça que a onda sonora é um fenômeno mecânico e está sujeita a esse tipo de influência);
  • existência de tubulação para sistema elétrico, caixas de tomada e disponibilidade para furos nas paredes (aqui é importante não esquecer de considerar a rede hidráulica, que pode passar exatamente onde você terá que furar para pendurar uma caixa de som, por exemplo;
  • altura do ambiente (pé direito);
  • área total do local em metros quadrados (m²).

 

Além dessas informações técnicas que podem ser obtidas preferencialmente em uma visita, é importante considerar quais componentes e equipamentos você terá que utilizar.

 

Sempre considere e ofereça ao consumidor o que há de mais moderno no mercado da sonorização de ambientes, levando em consideração o que fabricantes nacionais têm desenvolvido. Essa recomendação vai eliminar a possibilidade de algum tipo de incompatibilidade que pode ocorrer com equipamentos estrangeiros (sobretudo sem fio) e garantir rapidez e eficiência no caso de necessidade de acionamento da assistência técnica.

 

A partir dessa característica, escolha e coloque no portfólio itens como amplificadores, caixas acústicas de diversos modelos e tamanhos e dispositivos de controle que prezem pela facilidade de uso. Já há soluções no mercado, por exemplo, que permitem que o usuário interaja com o sistema de forma praticamente intuitiva, já que eles podem ser instalados no lugar de uma tomada de energia elétrica convencional.

 

Quanto aos acessórios, como os fios e cabos que interligarão todo o sistema, não caia na tentação de oferecer aqueles que apresentam o menor custo e consequentemente, menor qualidade. Eles são uma parte extremamente fundamental da sua instalação, e acredite: você não gostará de ser chamado para reparar um sistema recém-montado que apresenta um mal-contato dentro da parede. O correto é optar por marcas reconhecidas pela qualidade e fazer os cálculos adequados — principalmente de comprimento e bitola dos fios — para que o som chegue às caixas com clareza e sem ruídos ou distorções.

 

 

Dimensione a potência dos equipamentos

 

Tão importante quanto avaliar o espaço que receberá o sistema de sonorização ambiente é saber oferecer o nível correto de potência de cada componente da instalação. Assim como acontece na sonorização automotiva, a venda e o uso dos amplificadores e alto-falantes mais fortes não vai garantir a melhor experiência por parte do cliente, já que cada espaço requer um comportamento específico das ondas mecânicas de propagação do som.

Para decidir a quantidade de de caixas acústicas e como dimensioná-las corretamente, use os dados de comprimento, largura e altura do ambiente. Esses valores devem ter sido coletados na etapa da visita técnica e serão importantes agora.

 

Considere que a distância ideal entre os geradores de áudio (caixas) deve ser de 4 a 8 metros. Em uma sala que tem 20X15 metros, as caixas podem ser dispostas, por exemplo, da seguinte maneira:

 

  • três caixas em cada uma das paredes mais extensas do ambiente;
  • duas caixas nas paredes menores.

 

Se o ambiente for menor, você pode considerar uma potência de 5 a 10 Watts (W) por caixa. Neste caso, basta multiplicar a quantidade delas pela potência de cada uma para descobrir qual deve ser a capacidade total do amplificador desta linha (também em W). E não esqueça: a potência do amplificador deverá ser sempre, no máximo, igual à soma da potência das caixas — nunca maior nem menor.

 

Há ainda um fator importante a considerar além da potência: a impedância. Ela corresponde à resistência que o sinal sonoro vai encontrar para se deslocar em determinado meio — no caso, o fio elétrico.

 

Para que ela não gere ruídos indevidos ou até mesmo danifique a saída de algum equipamento, sempre avalie a necessidade/possibilidade de usar o sistema paralelo ou em série para ligar os alto-falantes ao amplificador. No exemplo acima, se a saída deste tem 4 Ohms, a ligação entre os geradores de som deverá resultar no mesmo valor. Exemplo:

 

  • dois alto-falantes de 8 Ohms cada ligados em paralelo terão impedância resultante de 4 Ohms (8 / 2 = 4);
  • na ligação em série, dois alto-falantes de 8 Ohms terão uma impedância total de 16 Ohms (8 + 8 = 16).

 

Este é apenas um exemplo da forma como você pode ligar caixas e amplificadores em um sistema. Claro que a necessidade vai definir os pontos exatos do projeto e a consideração de algumas dicas pode auxiliar nesse processo:

 

  • instale as caixas de som a uma altura aproximada de 2,5 metros;
  • caixas próximas ao ouvinte têm que ser menos potentes, mas precisam ter amplo campo de atuação;
  • arandelas são funcionais e esteticamente favoráveis, mas se forem instaladas em um ambiente com o pé-direito alto, precisam estar a uma distância menor em relação às demais;
  • caixas fixadas nas paredes devem estar em um ângulo de 30º a 45º em relação ao plano vertical;
  • é preferível usar mais caixas com menos potência do que o contrário;
  • direcione as caixas de modo a evitar reflexões sonoras;
  • evite construir e manter sistemas em ambientes quadrados.

 

 

Escolha os equipamentos corretos

 

Evidentemente que todos os itens acima são muito importantes para a execução de uma excelente instalação de som ambiente residencial. Mas parte importante desse sucesso será alcançado por meio da escolha correta dos equipamentos.

 

Há diversos fabricantes nacionais e internacionais de qualidade, mas geralmente o consumidor precisa escolher entre qualidade e preço. Em se tratando de uma instalação permanente, que quanto menos manutenção der ao longo da vida, melhor, é importante considerar a trajetória da marca.

 

As mais tradicionais costumam oferecer produtos de excelente qualidade, uma linha completa com todos os componentes de um sistema de sonorização de ambientes e ainda garantir o atendimento pós-venda com muito mais tranquilidade. Ao escolhê-las, você estará oferecendo segurança e confiabilidade ao seu cliente, além de garantir compatibilidade e praticamente eliminar os riscos de uma instalação com partes de diferentes fábricas.

 

Para conhecer melhor quais modelos de amplificador, caixas de som e dispositivos de controle e conectividade são os mais adequados para o seu projeto, acesse o nosso site e leia o nosso blog.

 

Bons negócios!

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