Tendências em equipamento de som ambiente
17/01/2019

Tendências em equipamento de som ambiente

O ano de 2019 chegou e com ele a oportunidade de renovação de diversos produtos e tecnologias. As tendências em equipamentos de som ambiente levam em consideração vários fatores para mostrar ao profissional da sonorização e aos consumidores o que vem por aí nos próximos meses, oxigenando o mercado e apresentando soluções que dão mais conforto, produtividade, qualidade de vida e tornam mais agradável os lugares onde estão instalados.

 

Essa transformação costuma acontecer periodicamente — a cada virada de ano, geralmente —, mas dada a evolução de uma série de tecnologias, abriram-se inúmeras outras oportunidades que, se bem aproveitadas, farão o seu negócio faturar mais e o seu cliente ficar mais satisfeito com a experiência da sonorização de ambientes.

 

Antes de conhecer as novidades, tenha em mente que o conceito de conectividade vai permear toda e qualquer operação de sonorização de ambiente. Independentemente de a ideia ser instalar um sistema em casa, num escritório, em um grande espaço comercial (como um supermercado ou shopping center) ou até mesmo dentro de um carro, a facilidade de interoperação entre a fonte de áudio e os periféricos que darão amplitude à sua reprodução é que dará rumo à decisão de compra. A forma como se consome música mudou em todo o mundo, e você deve saber disso para entregar o melhor para o cliente.

 

Tendência em equipamento de som: valorização do streaming

 

O ano de 2018 terminou com uma boa informação para a indústria da música digital: o consumo deste tipo de entretenimento subiu 27% nos Estados Unidos segundo um levantamento elaborado pela BuzzAngle. O principal salto aconteceu no consumo de música por meio de serviços como o Spotify, Deezer e Apple Music — o segmento registrou um aumento de 41,8% na comparação entre 2017 e 2018. O mercado americano consumiu, segundo o levantamento, mais de meio trilhão de músicas por streaming contra 376 bilhões em 2017.

 

Ampliando a análise e comparando com a oscilação do mercado de produtos físicos relacionados à música, como os CDs, houve uma queda de 18,5% no comércio desses itens — os compact discs correspondem a 86% de todas as vendas físicas. São números impactantes para a indústria do entretenimento, mas não só pra ela.

 

Preocupado com esse comportamento, o setor de pesquisa e desenvolvimento da indústria de aparelhos apostou em inovações e criou um movimento em torno das tendências em equipamentos de som ambiente. Eles passaram a ser desenvolvidos com ainda mais qualidade, mas também menor tamanho, maior desempenho e funcionalidades típicas de computadores e smartphones.

 

 

Wi-Fi como protocolo de comunicação de áudio

 

Ainda que muitas pessoas disponham de aparelhos de CD em casa (e até tocadores dos saudosos discos de vinil e de fitas cassete), a parcela de consumidores que adquire e consome música por meio dessas plataformas caiu, como você viu no estudo apresentado anteriormente neste post. Por conta disso, as conexões analógicas e os cabos RCA (popularmente chamados de “cabos de áudio e vídeo” têm rumado ao desuso. Também pudera: os conectores para esse tipo de fio são grandes, geralmente trabalham em pares e vão de encontro à tendência de miniaturização dos dispositivos.

 

Para superar essa limitação física e não perder qualidade, fabricantes nacionais desenvolveram e já oferecem produtos com uma tecnologia inovadora: o áudio por Wi-Fi. Esse protocolo é extremamente rápido, permite a transmissão de grandes volumes de informação digital sem atrasos nem perda de resolução e facilita a operação pelo usuário.

 

No ambiente residencial, essa tendência em som ambiente é diferente da popular conexão Bluetooth e não exige investimentos em rede para funcionar. Funciona assim:

 

  • ao invés de exigir o pareamento com o celular, como o Bluetooth faz, a conexão via Wi-Fi para áudio ocorre diretamente entre o amplificador e a internet;
  • por meio do MUZO Player, aplicativo disponível para Android e iOS, o usuário permite que o receiver se conecte diretamente à internet para fazer o streaming de músicas, por exemplo;
  • dessa forma, ao invés de conectar o smartphone à internet e transmitir o áudio dele para o amplificador, é o próprio módulo de potência que “busca” as músicas no serviço de áudio. Os controles disponíveis no serviço preferido pelo utilizador funcionam normalmente, e é possível mudar de música, alterar o volume ou ver outras informações na tela do celular, pelo aplicativo nativo da plataforma, mas sem que haja o fluxo de dados por um aparelho a mais.

 

Esse sistema otimiza a qualidade do áudio, pois não há um “intermediário” entre o serviço de mídia digital e o amplificador/caixas acústicas, e não sobrecarrega o celular: no caso de o dispositivo ficar sem bateria, por exemplo, a música continua tocando normalmente.

 

Protocolo DANTE

 

Esse sistema, ainda em desenvolvimento e expansão, deverá regular as comunicações entre dispositivos de produção, transmissão e reprodução de áudio nos próximos meses. Ele é um conjunto de protocolos de software, hardware e rede que permitem que os sons trafeguem sem compressão, em formato digital com baixíssima latência (atraso) por meio de conexões do tipo intranet. É como se cada equipamento de áudio num sistema de som ambiente funcionasse como um computador conectado à internet.

 

A adoção deste tipo de recurso em larga escala traz benefícios tanto para os técnicos, instaladores e comerciantes que vendem produtos de áudio, quanto para os consumidores finais. De forma resumida, o protocolo DANTE permite “condensar” toda a fiação de um sistema — por mais complexo que seja — em um único cabo do tipo RJ-45 (conhecido como cabo de internet). Essa possibilidade é uma excelente tendência em equipamento de som ambiente porque, no mundo analógico, cada sinal de áudio precisa trafegar por um canal — e na maioria dos casos, cada canal é um cabo diferente.

 

Imagine uma evento com 8 palestrantes. Todos precisam falar ao mesmo tempo, então, cada um recebe um microfone para usar ao longo da apresentação. Cada um desses equipamentos terá um cabo dedicado que sairá do palco e irá até uma central de mixagem (uma mesa de som, geralmente). Se neste evento houver a necessidade de reproduzir músicas, já serão necessários mais canais — pelo menos dois, para que o operador consiga trocar as músicas sem momentos de silêncio.

 

Essa explicação didática vale para ambientes comerciais, residenciais e instalações profissionais de grande porte. Quanto mais equipamentos forem necessários em um projeto, mais fios terão que ser passados — seja por dentro de eletrodutos e canaletas na parede, seja pelo canto do ambiente, pelo chão… Em certo momento, a bitola de todos os cabos juntos não será nem um pouco discreta e escondê-la tornar-se-á quase impossível.

 

Por meio do protocolo DANTE, esse problema não existiria. Todos os sinais de áudio, das mais diversas fontes, seriam convertidos em digital e trafegariam por um único cabo. Muito mais conforto estético, mais qualidade de áudio e um ganho excepcional de praticidade nas instalações.

 

Menos volume, mais qualidade

 

Outra tendência em equipamento de som importante é a que aponta que os consumidores (de todos os tipos) têm optado cada vez mais por qualidade ao invés de quantidade (neste caso, a quantidade representa o volume do som e a potência dele). Isso significa que muita gente têm preferido investir em mais caixas acústicas de menor potência mas que proporcionam uma experiência sonora mais clara e impactante.

 

Para atender a este tipo de demanda, as indústrias já desenvolveram caixas de som e arandelas (caixas para instalação em paredes e tetos) que são comercialmente atrativas pelo baixo custo, permitindo a disposição delas em maior número pelo ambiente. Essa preocupação é especialmente importante para grandes projetos como supermercados, shoppings centers e áreas com grande circulação de público: ao invés de colocar poucos alto-falantes de grande potência e trabalhar com eles sempre perto do limite máximo, diminui-se a potência de cada um pela multiplicação dos propagadores dispostos no ambiente.

 

Mas não esqueça: jamais exclua a conectividade da sua lista de prioridades na hora de comercializar equipamentos, instalar um som ambiente ou desenvolver um projeto para uso residencial. O consumidor quer, cada vez mais, levar a música para todos os lugares e isso já é possível com o uso do celular. Agora é imprescindível permitir que ele a ouça com qualidade, o tempo inteiro.


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