Fio para caixa de som: como escolher o ideal para o seu projeto
01/10/2020

Fio para caixa de som: como escolher o ideal para o seu projeto

O desenvolvimento de um projeto de instalação de som ambiente depende de diversas fases, que precisam ser bem executadas para garantir a qualidade pretendida. Entre elas estão a escolha do local da instalação, dos equipamentos com base nas características técnicas e atributos de design, avaliação financeira e a qualidade dos itens. 

 

No entanto, é comum que o cliente dedique a atenção a este último quesito somente aos aparelhos mais robustos, esquecendo-se de um item preponderante para ter bons resultados: o fio para caixa de som.

 

Esses itens, considerados por muitos como secundários, são deixados de lado na hora de se fazer qualquer tipo de orçamento. O cliente, em geral, prefere gastar mais com amplificadores, receivers, interfaces de áudio etc., pensando que todos os fios cumprem a mesma função com eficiência semelhante. No entanto, isso não é verdade. Um produto de qualidade inferior pode colocar a perder todo o resto do projeto.

 

Além das propriedades referentes à durabilidade do fio para caixa de som, há uma série de atributos de ordem física que vão reger as propriedades e capacidades de transmissão de sinais, resistência, maleabilidade e interferência sobre o som que o cliente deseja ouvir dos alto-falantes. 

 

Ter conhecimento sobre essas características vai agregar valor à sua consultoria na hora de indicar qual fio é mais adequado à instalação em questão. Confira as dicas preparadas pela Frahm para que você tenha a informação correta na hora da compra dos seus equipamentos de áudio!

 

Aspectos importantes para a escolha do melhor fio para caixa de som

 

Preparamos este conteúdo para ajudá-lo a compreender o que é realmente importante na hora de definir quais tipos de fios e cabos vão compor o projeto de sonorização ambiente no qual você está trabalhando. O objetivo é esclarecer as principais dúvidas dos profissionais desta área. 

 

Leia-o atentamente e procure checar todas as características para embasar tecnicamente as suas escolhas e indicações para o cliente. Não se preocupe apenas com o fator financeiro. Um produto mais barato pode ser de menor qualidade, durabilidade inferior e não atender aos critérios básicos que garantirão uma excelente resposta sonora nos médio e longo prazos.

 

Qualidade do condutor interno

 

Um fio para caixa de som não é somente um componente metálico comprido revestido por uma capa plástica. Há variáveis importantes na definição dos tipos desse item que podem comprometer o rendimento. Uma escolha equivocada pode fazer com que, tempos depois, você precise refazer o trabalho por conta de ruídos indesejados e outros problemas que podem aparecer, ou até perder o cliente pelos mesmos motivos.

 

Antes de tudo fique atento à qualidade do material no miolo do fio para caixa de som. Há marcas no mercado que não se importam tanto com a composição dessa parte, mas isso interfere na condutibilidade elétrica e favorece, no caso dos cabos de baixa qualidade, a ocorrência de ruídos e perdas de sinal.

 

Os cabos que possuem muitos condutores no seu interior (fios para caixas de som costumam ser flexíveis e ter em seu meio diversos filamentos metálicos muito finos) oferecem maior resistência mecânica. Geralmente, estes  são compostos por cobre e metal - um excelente condutor de sinais elétricos. Há também outros materiais utilizados na fabricação dos fios e cabos, cada um com uma característica diferente. São eles:

 

  • misturas entre cobre e bronze: são muito resistentes e flexíveis, no entanto, podem ter a condutibilidade elétrica reduzida em relação ao material produzido com o cobre puro;
  • alumínio: permite a fabricação de fios e cabos mais leves e com bom grau de resistência mecânica, mas peca por apresentar impedância (resistência eletromagnética) elevada;
  • ouro: é considerado o melhor condutor de eletricidade, mas por razões econômicas, não há fios e cabos compostos integralmente por este metal. O que existem são soluções mais baratas — e mais caras que as convencionais — que podem ter as terminações banhadas em ouro ou o miolo folheado, sobretudo no caso de cabos de curta distância.

 

Muitos fabricantes têm desenvolvido projetos para melhorar a qualidade do cobre utilizado para que a condução da corrente elétrica apresente melhor performance. Essa técnica consiste na eliminação do oxigênio do fio de cobre, que culmina com a obtenção do cobre de alta pureza ETP (Electrolytic Tough Pitch). 

 

Ao redor de cada filamento condutor, há uma camada de carbono. Essa camada converte o campo magnético gerado pelo cabo na passagem da corrente em sinal elétrico novamente, reduzindo drasticamente a dissipação do sinal. Resultado: distorção mínima.

 

Blindagem

 

Partindo um pouco para a parte técnica da blindagem, é recomendável que um cabo de áudio de alta qualidade deva apresentar:

 

  • baixíssima resistência; 
  • blindagem de alta densidade; 
  • baixa capacitância dielétrica;
  • alta resistência mecânica; 
  • suportar altas temperaturas.

 

Esse último caso deve atender, principalmente, o trabalho de soldagem dos conectores — há exemplos de fios para caixas de som, cuja capa plástica derrete com a simples aproximação de um soldador elétrico de baixa potência.

 

O sistema de blindagem costuma ser feito por meio de uma folha metálica em um filme de poliéster ou polipropileno. Essa combinação de materiais acrescenta uma proteção mecânica em toda a extensão do fio. Quando o produto é revestido apenas com a malha, o resultado é inferior — ainda que essa especificidade seja útil em alguns tipos de aplicação.

 

A ideia ao se adotar cabos com boa blindagem é eliminar o ruído causado pela radiofrequência do ambiente onde o sistema de som está instalado. Esse fenômeno, típico da interferência de outros sinais eletromagnéticos sobre o meio que conduz a energia sonora, é mais sujeito a ocorrer quando há o compartilhamento de eletrodutos nas paredes ou a passagem do fio para caixa de som perto da rede elétrica do ambiente.

 

Sempre que possível ofereça fios e cabos com boa taxa de blindagem: eles são a garantia de que o seu cliente dificilmente reclamará sobre a interferência causada no seu sistema. Sobretudo, em tempos em que a utilização de dispositivos sem fio tem crescido exponencialmente.

 

Revestimento

 

Além desses aspectos técnicos e físicos que devem ser observados, lembre-se que é fundamental escolher um fio para a caixa de som que proporcione bom isolamento elétrico, resistência mecânica e segurança

 

Especificamente sobre este último aspecto, ainda que a corrente que passa pelo fio seja de baixa amperagem, não há como desconsiderar a capacidade de retardo de chamas e a baixa produção de fumaça no caso do surgimento de fogo na instalação.

 

A composição da capa externa dos cabos costuma ser de algum material plástico — PVC, na maioria dos casos — com as devidas características que garantam a tranquilidade no uso. Esse material deve contribuir ainda com a fluidez dos fios pelos conduítes embutidos nos imóveis e com a durabilidade da instalação.

 

Para aferir essas características, há uma norma (RC-7702) que define as condições de teste para avaliação da durabilidade de cabos quando estão flexionados. Basicamente ela estipula um teste a ser feito antes de o produto ser lançado no mercado, e funciona da seguinte forma:

 

  • o cabo é fixado em uma extremidade e fica balançando de um lado ao outro num trajeto que completa um ângulo de 90 graus;
  • esse movimento se repete ciclicamente por 50 mil vezes;
  • o movimento se dá em 20 vezes para o lado direito e outras 20 para o lado esquerdo;
  • depois dessa movimentação, a capa plástica do cabo é aberta para verificar sua condição, e também da malha e do revestimento dos filamentos internos.

 

Caso o fio para caixa de som não passe no teste por ruptura da capa externa antes do tempo previsto, ele não chega a ser comercializado. O motivo são os riscos que um cabo com falha pode oferecer, como prejuízo estético, choque elétrico, curto circuito e geração de ruídos na linha.

 

Conectores das pontas

 

Há diversos tipos de conectores que variam conforme a finalidade do fio para caixa de som, tipo da caixa e características do ambiente onde ele será aplicado. Os plugues também podem interferir na qualidade do sinal transmitido, já que há os do tipo balanceado e não-balanceado.

 

Os cabos balanceados costumam ter um filamento interno exclusivo para a eliminação de eventuais ruídos que estejam passando pela linha, enquanto que o outro tipo não dispõe desse recurso. Um exemplo prático: equipamentos como violões e sintetizadores costumam ter conexões não-balanceadas; microfones e mesas de som são balanceados

 

Há ainda alguns tipos de conectores importantes que podem ser usados nos sistemas de som ambiente de diversos portes:

 

  • conectores XLR: podem ser macho ou fêmea, de painel de linha. Têm de três a sete pinos e costumam ser usados em microfones ou nas entradas e saídas de áudio balanceado;
  • conectores RCA: também no estilo macho e fêmea, são utilizados em circuitos de áudio não-balanceado e, normalmente, em alta impedância, exceto para sinais digitais. São aplicados também para áudio digital transportando sinais S/PDIF. A impedância deste conector é de 75Ω e eles permitem o tráfego de sinais com frequências em torno de 200 MHz;
  • P10, 1/4 ou banana: é o mais utilizado em áudio, pois atende a entrada e saída de áudio balanceado ou não, fones de ouvido, instrumentos musicais e até é utilizado para caixas acústicas. É encontrado em painel fêmea com e sem trava, em linha macho e fêmea com trava.

 

Na maioria das vezes, é muito melhor desenvolver um projeto de som ambiente com fios que terminem em conectores. Isso garante mais qualidade e melhor acabamento do que a forma mais simples de ligação, que costuma usar uma ponta do fio desencapada e atarraxada nos bornes do amplificador ou das caixas.

 

Tipos de cabos mais utilizados

 

Cabo paralelo

 

O cabo paralelo é utilizado para ligar as caixas de som entre si. A principal característica desse tipo de cabo é que eles são polarizados, ou seja, cada via tem uma cor diferente. As vias são divididas em positivo e negativo.

 

Outro tipo de cabo paralelo é o cobalt, todo branco, diferenciado pelo detalhe de um risco em azul, marcando o comprimento do cabo. A marcação é para identificar qual é o lado positivo do cabo.

 

Cabo Philips

 

Esse é um cabo estéreo usado para fazer a ligação de dois sinais analógicos. Isso quer dizer que pode ser usado na ligação de um receiver, amplificador ou entrada de áudio para banda, por exemplo.

 

O cabo faz uma transmissão analógica, por isso também pode ser chamado de cabo coaxial. Ele tem uma malha, com uma veia de proteção plástica no meio, e por dentro é o cabo de cobre.

 

Cabo de subwoofer

 

O cabo de subwoofer é feito com dupla blindagem. Essa característica protege a transmissão do som de interferências eletromagnéticas. Por esse motivo, esse cabo costuma ser mais grosso do que os demais. 

 

O cabo pode ainda, ser desenvolvido em OFCH, composição que impede a entrada de oxigênio, evitando a oxidação do material.

 

Cabo para microfone 

 

Você vai encontrar esse cabo com esse nome, pois ele é muito utilizado com microfone. No entanto, seu uso também é muito comum para fazer ligações balanceadas ou estéreo de uma via. Produzido com malha e duas veias de 22 AWG, é ideal para fazer algum tipo de conversão.

 

Cabo P2/RCA

 

O Cabo P2/RCA é tradicional e mais simples de todos e faz a conexão entre dois equipamentos. Desta forma, é utilizado para conectar uma ponta em uma entrada auxiliar e a outra em um equipamento com saída de áudio, como celular, TV, aparelho de som ou qualquer outro dispositivo compatível. 

 

Cabo HDMI 2.0

 

Na linha de cabos digitais, temos o HDMI 2.0, compatível com ARC, transmissão de ethernet e suporta a transmissão de um sinal em 4K. Esse cano costuma ser utilizado para fazer a conexão entre um receiver e TV ou TV a cabo.

 

Cabo Óptico

 

Por fim, temos o cabo óptico que faz a transmissão por sinal luminoso e sinal digital. Esse tipo de cabo é bastante frágil e, sendo danificado, pode prejudicar a refração. A maioria das TVs vendidas no mercado atualmente têm uma saída de áudio óptica. 

 

A vantagem é que conectando em um receiver com entrada óptica, não será preciso nenhum outro equipamento.

 

Como escolher a bitola do cabo de áudio?

 

Não existe um padrão para definir o tamanho certo da bitola do cabo de áudio. Quanto menor a bitola, maior a resistência. Isso quer dizer que, usar uma bitola muito baixa para um receiver de maior potência vai fazer com que seu sistema tenha muita perda de potência

 

Entretanto, quanto mais grossa a bitola do cabo, menos perda terá na transferência de energia. Por isso, como falamos no início, economizar nos fios pode prejudicar todo o seu projeto. Ou seja, não adianta comprar o melhor receiver, as melhores caixas de som e cabos de qualidade inferior. 


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