Como escolher as melhores caixas de som para o seu projeto
14/01/2019

Como escolher as melhores caixas de som para o seu projeto

Todo projeto de sonorização de ambientes precisa, fundamentalmente, de bons equipamentos. Além dos fios e cabos terem a bitola e o comprimento adequados, dos amplificadores apresentarem potência compatível com as dimensões do ambiente e componentes de qualidade e a interface com o usuário ser amigável, as melhores caixas de som também precisam seguir diversas especificações para oferecerem o desempenho esperado pelo consumidor.

 

Além de duráveis, o projeto de construção delas precisa obedecer algumas leis básicas da acústica para impedir que o som se comporte de uma maneira não prevista. E ao mesmo tempo em que elas podem “matar” um projeto mal executado, a escolha adequada pode valorizar uma instalação mais simples e proporcionar satisfação em quem ouve o áudio gerado por elas.

 

Antes, porém, é importante conhecer (ou lembrar) de alguns conceitos que permitirão compreender melhor a importância delas e dimensionar o projeto a partir das opções que a indústria e o mercado oferece. Dessa forma você entregará um sistema altamente eficiente, com muita qualidade e bastante durável.

 

As melhores caixas de som

 

Considerando que o propósito da caixa de som é impedir que as ondas sonoras que saem pela parte da frente e da traseira dos alto-falantes interfiram entre si e anulem-se mutuamente, é importante saber que:

 

  • caixas acústicas são usadas para propagar o som, mas também podem melhorar a acústica de um ambiente ou da reprodução sonora em resposta de frequência e em tempo de resposta;
  • a maioria das caixas possui mais de um alto-falante. A ideia é que ela possa abranger melhor todas as faixas do espectro audível, que vai de 20 Hertz (Hz) até 20 mil Hz na audição humana;
  • as unidades pequenas são chamadas de tweeters, e emitem sons mais agudos;
  • as médias frequências são propagadas pelos mid-ranges, unidade que costuma ser maior que os tweeters mas não têm capacidade de produzir sons graves mais pesados;
  • os woofers são mais largos, geralmente mais profundos e de dimensões gerais maiores que os “médios”. Eles precisam impulsionar grande quantidade de ar para produzir graves de impacto, comuns em músicas eletrônicas e outros estilos.

 

Essas características técnicas ajudam a definir como cada caixa vai se comportar na prática, mas é importante otimizar o uso por meio da escolha correta do modelo conforme o espaço a ser sonorizado. Por exemplo: equipamentos de alta fidelidade exigem caixas estereofônicas, que funcionam aos pares e propagam sinais diferentes no canal esquerdo e no direito. No caso de cinemas e projetos de home-theaters, um sistema mais complexo, com muitas caixas e funções diferentes para cada uma delas proporciona o efeito de “imersão” na cena, onde o espectador tem a impressão de que há fontes de áudio por todos os lados. Esse efeito, chamado de surround, só é possível quando há um bom projeto de sonorização que utiliza as melhores caixas de som existentes no mercado.

 

Mas essas características e o objeto de ter um som ambiente de qualidade não são suficientes para deixar claro qual caixa deve ser comprada. Há ainda outras peculiaridades no projeto de construção que devem ser consideradas — e conhecê-las vai permitir que você decida melhor quais devem ser oferecidas. Entre elas, está o tipo de construção de cada caixa:

 

 

  • Selada: elas são totalmente fechadas e o isolamento acústico é quase completo. A massa de ar concentrada na traseira do alto-falante praticamente não entra em contato com a que está na frente do cone, o que dá a ela tempos de resposta mais rápidos e a capacidade de produzir sons mais graves e bem precisos. Essas caixas são as que, em um sistema mais complexo de sonorização de ambientes, propagarão tambores e bumbos rápidos;
  • Dutada: esse dispositivo é chamado de “caixa refletora de graves” e também é selada em toda a extensão, com exceção de um duto que é projetado para ressonar em determinada frequência. O projeto de construção deste item é mais complexo, porque há diversas variáveis físicas e matemáticas a serem consideradas além do volume interno da caixa de som. Aqui é curioso que uma simples alteração no comprimento do duto de ar pode produzir resultados totalmente diferentes.Por ela sairão os sons mais graves (sub-graves), mas a montagem deve ser perfeita para os resultados serem ótimos;
  • Passa-banda: esse tipo de caixa de som reproduz só uma faixa de frequência. O projeto é um dos mais complicados. É o tipo de caixa para ser usada, no caso do com automotivo, em veículos sedãs ou em camionetes;
  • Linha de transmissão: tem baixíssimo tempo de resposta, mas é muito grande e seu uso é mais restrito justamente por conta das dimensões. O cone do alto-falante fica na parte de cima e atrás há uma espécie de “corredor” que vai até a parte de baixo da caixa. Lá há uma saída de ar cuja área é equivalente à do falante superior.

 

 

Como você viu, há uma série de detalhes técnicos que precisam ser considerados para cada projeto de sonorização. Por causa disso, quando o cliente perguntar “quais são as melhores caixas de som que existem”, não dê uma resposta baseada apenas no preço, na popularidade da marca nem na estética da peça. É verdade que esses outros aspectos são importantes, mas o imprescindível é que ela ofereça qualidade sonora e seja eficaz no projeto.

 

 

Escolha dos modelos adequados

 

Você já leu aqui no nosso blog que a elaboração de um projeto de sonorização de ambientes exige comprometimento e apuração correta de dados. É preciso fazer ao menos uma visita técnica ao local que se pretende sonorizar, verificar a área total, identificar quais objetos fazem parte da decoração ou estão instalados lá, aferir se há ruídos indesejáveis vindos da rua, etc.

 

Essa análise preliminar é o que dará ao instalador a plena capacidade de dimensionar os equipamentos da forma correta e mais econômica, evitando o desperdício e garantindo o bom rendimento dos componentes. Ele impedirá, por exemplo, que uma caixa acústica seja submetida constantemente a uma potência excessivamente alta, o que pode, a longo prazo, sobrecarregar o cone do woofer e reduzir a vida útil da peça.

 

Para decidir a quantidade de de caixas acústicas e como dimensioná-las corretamente, use os dados de comprimento, largura e altura do ambiente. Esses valores devem ter sido coletados na etapa da visita técnica e serão importantes agora.

 

Considere que a distância ideal entre os geradores de áudio (caixas) deve ser de 4 a 8 metros. Calcule a potência de 5 a 10 Watts (W) por caixa. Neste caso, basta multiplicar a quantidade delas pela potência de cada uma para descobrir qual deve ser a capacidade total do amplificador desta linha (também em W). E não esqueça: a potência do amplificador deverá ser sempre, no máximo, igual à soma da potência das caixas — nunca maior nem menor.

 

Definidos estes parâmetros, é hora de definir qual equipamento será oferecido ao cliente e depois, instalado no ambiente. Os fabricantes mais modernos já têm no seu portfólio soluções que atendem aos diversos perfis de público — e de bolso, principalmente — com qualidade, eficiência sonora e durabilidade.

 

As caixas amplificadas não exigem nada mais que uma tomada para alimentação. Elas já trazem, juntos no mesmo produto, amplificador, interface de conexão com os dispositivos do usuário e os próprios alto-falantes. Sua proposta é oferecer praticidade a quem está em uma área com muitas pessoas e múltiplas conexões, como instrumentos musicais, microfones e até reprodutores de música (CD players, computadores, celulares).

 

Para aplicações definitivas como a sonorização de uma área externa ou interna em casa, o pátio de um colégio ou uma loja, por exemplo, os consumidores têm à disposição geradores de som ativos e passivos que trabalham em conjunto e que podem ser fixados em paredes, a 2,5 metros do chão, para permitir uma melhor distribuição do som.

 

Esses equipamentos são bastante práticos porque muitos também oferecem conexões sem fio do tipo Bluetooth, o que elimina a necessidade de passagem de fios e ainda proporciona a conectividade com celulares e tablets para streaming de áudio.

 

As possibilidades são muitas, e o desafio de encontrar as melhores caixas de som está muito mais facilitado. O importante é considerar sempre um fabricante com tradição na fabricação deste tipo de produto e o projeto de som que você está desenvolvendo será extremamente eficiente.


Para outras informações sobre equipamentos de áudio, acesse o nosso site e leia o nosso blog.

 

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