Projeto sonoro: importância de criá-lo junto ao projeto arquitetônico
30/11/2021

Projeto sonoro: importância de criá-lo junto ao projeto arquitetônico

Nos últimos anos, os brasileiros têm buscado mais profissionais de arquitetura para desenvolver seus projetos. Em 2020, o setor registrou crescimento de 12%, comparado com o ano anterior. A vantagem de contratar esse profissional é que ele vai projetar todo imóvel, inclusive vai considerar aspectos que proporcionam mais conforto ao cliente, como o projeto sonoro.


O arquiteto que inclui o projeto sonoro em seu planejamento arquitetônico evita que o cliente enfrente problemas no futuro, quando quiser instalar um projeto sonoro em casa. Neste artigo, você vai ver porque é importante criar o projeto sonoro junto com o projeto do imóvel. Continue lendo e confira!

 

O que é um projeto sonoro

 

Projeto sonoro é um planejamento desenvolvido para atender as necessidades de um cliente e seu ambiente. A ideia é que o projeto oriente sobre a distribuição adequada de equipamentos de som no local. Para isso, diversos fatores devem ser observados, como:

 

  • as características estruturais do local;
  • acústica do ambiente;
  • objetivos do cliente;
  • orçamento dedicado para o projeto;
  • entre outros fatores.

 

Em geral, um projeto sonoro é desenvolvido por um técnico. O profissional é capaz de avaliar todos os pontos citados acima e definir quais são os recursos necessários para sonorizar o ambiente adequadamente

 

Além disso, ele vai determinar em quais pontos do ambiente devem ser instalados os equipamentos de som, bem como instalar - há casos em que o cliente contrata o projeto com um profissional e outro é contratado para instalar.

 

Aprenda sobre os termos mais usados em sonorização de ambientes

 

Como aliar o projeto sonoro ao arquitetônico geral

 

Ao considerar o projeto sonoro, o arquiteto consegue manter a estética planejada para o ambiente. Dessa forma, evita que, após entregar o projeto arquitetônico, o cliente faça intervenções no local com recursos que não são esteticamente alinhados com o que foi projetado.

 

O arquiteto consegue dar opções de recursos que combinam melhor com o local. Para isso, no entanto, é fundamental que o profissional conheça os equipamentos e saiba como podem ser utilizados. Veja exemplos de alguns recursos:

 

  • Caixas de embutir (arandelas): essas caixas são embutidas no teto do ambiente, ficando apenas com o telar para fora. Funcionam em conjunto e, por isso, preenchem o ambiente com o som, distribuindo-o proporcionalmente. O interessante para a arquitetura é que esse recurso não interfere na estética do local.

  • Subwoofers: se o ambiente precisa de um som que reforce os graves, o subwoofer é o equipamento ideal. No entanto, com relação à estética do local, o equipamento não favorece tanto. Isso porque o subwoofer exige espaço, pois é um equipamento maior e deve ser posicionado em locais específicos. Para os arquitetos, é um desafio posicionar o equipamento sem que ele se destaque tanto. Investir em cores discretas, como branco e preto, é um caminho.

 

  • Caixas de sobrepor: ambientes externos, como área gourmet, varanda, piscina e jardim são bem sonorizados com caixas de som de sobrepor. Diferente das arandelas, que são mais indicadas para quartos e salas, por serem discretas, as caixas de sobrepor não precisam ficar escondidas. O arquiteto pode optar por modelos em tons mais neutros para evitar que o aparelho chame atenção. Além disso, é importante optar por modelos com recursos de proteção contra chuva, sol e vento.

 

  • Amplificadores: esse equipamento é responsável por enviar o som para as caixas de som. No passado, arquitetos tinham muita dificuldade para encaixar esses aparelhos nos projetos por causa do seu tamanho. Hoje a realidade é bem diferente. Além de existirem opções menores, os amplificadores não precisam de muitos fios, pois contam com leitores de cartão de memória, USB e recebem sinal de rádio. 

 

Conhecendo bem o funcionamento de cada equipamento, o arquiteto consegue alinhar com o projetista ou instalador para definir um recursos que atenda às necessidades do cliente, sem impactar na estética do ambiente. Por isso, é importante alinhar o projeto de som ao projeto arquitetônico desde o início.

Veja como montar um som residencial potente 

Benefícios de pensar na sonorização desde o início do projeto

 

 

Evita transtornos no futuro

 

Muitos imóveis são entregues sem a estrutura para adicionar um projeto sonoro. Isso acontece por diversos motivos, como redução de custos, porque o cliente não pensa em sonorizar seu ambiente etc. No entanto, no futuro, se o consumidor quiser sonorizar o local, terá que fazer intervenções na estrutura do local, como quebrar paredes, por exemplo.

Ou até impedir a instalação, como em casos em que o cliente quer colocar caixas embutidas na sala, mas o ambiente não conta com forro adequado para isso. Nesse caso, a alternativa seria usar caixas de sobrepor - o que poderia afetar a estética, ou fazer o forro - o que levaria a despesas e transtornos.

 

Reduz os custos

 

A redução de custos é um fator relevante para quem está construindo. O cliente vai cortar tudo que pode para reduzir custos e a sonorização é um desses fatores. O consumidor vai pensar em deixar a instalação para o futuro. Porém, o barato pode sair caro e tudo que pode ser feito enquanto o imóvel ainda está em desenvolvimento ficará mais caro se for adiado. 

 

A casa nunca fica pronta

 

Quando a obra termina, mas partes do projeto não foram concluídas, a sensação que se tem é de que não terminou. Depois de um tempo, o cliente precisa buscar um profissional para fazer o que foi deixado para depois. Isso é muito desgastante, principalmente em projetos que demoraram muito tempo para serem concluídos.


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