Qual é a importância de um receiver de som no projeto de sonorização ambiente
06/03/2019

Qual é a importância de um receiver de som no projeto de sonorização ambiente

Um receiver de som é um dos componentes mais importantes em qualquer sistema de áudio — independente de ele ser voltado para um ambiente residencial, comercial ou automotivo. Ele reúne em um mesmo aparelho as funções de sintonizador, pré-amplificador e amplificador de potência, que juntos vão receber, processar e distribuir os diferentes sinais de áudio conforme a necessidade do usuário do sistema de som.

 

A grande variedade de características físicas, técnicas e dos recursos oferecidos por cada equipamento é o que vai nortear a escolha por um ou outro dispositivo, e a primeira destas a serem observadas é a potência entregue. Ela servirá para encontrar a solução mais adequada para o projeto de som ambiente do seu cliente, sem fazê-lo gastar mais do que o necessário em algo que poderá tornar-se subutilizado nem investir pouco e não obter os resultados esperados.

 

Mas há um aspecto importante a ser esclarecido antes de continuarmos com este artigo e esclarecermos qual é a importância de um receiver de som no projeto de sonorização de ambientes: qual é a diferença deste equipamento para um amplificador? Basicamente, nenhuma. Ambos são capazes de receberem sinais de áudio de uma fonte não amplificada, processá-los e direcioná-los às caixas acústicas com a força e a qualidade necessária. No entanto, alguns aparelhos oferecem ainda uma entrada de vídeo, fazendo passar por ele todo o fluxo de dados (e sinais analógicos) proveniente de reprodutores de DVD, Blu-rays e outros componentes.

 

De qualquer forma, a possibilidade de receber o sinal de vídeo acaba sendo um preciosismo que, na maioria dos projetos, não fará falta. A prioridade é a qualidade do som e a conectividade entre todos os dispositivos, proporcionando uma boa experiência e conforto sonoro para o consumidor.

 

 

Qual a quantidade ideal de canais para um receiver de som?

 

A definição do número de vias de saída que um receiver terá precisa levar em consideração algumas preferências e viabilidades, tanto de ordem técnica como de gosto pessoal. São elas:

 

 

  • Qual experiência o cliente procura?
  • Se a intenção do comprador que terá o sistema instalado na sua casa for apenas ouvir as músicas em diversos ambientes do imóvel, considere a quantidade de canais correspondente às áreas que receberão caixas acústicas. Na maioria das vezes, um receiver com dois canais de áudio (2.0) é suficiente. Neste caso, cuide para que o sinal distribuído em espaços distantes entre si seja exatamente o mesmo (utilizar sinais de áudio estéreo nestes casos pode não ser uma boa opção);

 

    • Caso a vontade seja ver conteúdo audiovisual por meio de plataformas de streaming, canais de televisão ou reprodutores de Blu-ray e obter uma experiência semelhante à do cinema, é importante que o receiver tenha múltiplos canais de reprodução de áudio. Aqui os sistemas 5.1, 7.1 e até 7.2 são mais adequados. Eles oferecem, respectivamente, cinco canais de caixas-satélites e um de subwoofer (exclusivo para os graves); sete caixas-satélites e um de graves; e sete caixas periféricas e dois canais para as frequências mais graves, aumentando a pressão sonora percebida pelo espectador;

 

 

  • Há viabilidade técnica para a instalação do receiver e das caixas acústicas?

 

    • Um fator importantíssimo a ser considerado na hora de oferecer a instalação de um receiver no projeto de sonorização de ambiente do cliente é a possibilidade de intervenções no espaço físico. Como o aparelho concentra todos os sinais de áudio (e talvez vídeo) da sala, entrarão e sairão dele muitos cabos. Além disso, para que seu efeito acústico seja aproveitado, é fundamental que haja caixas acústicas espalhadas pelo ambiente — no mínimo, três à frente do espectador; duas atrás e uma no chão, para os graves. Equipamentos sem fio ainda não são populares nem tão eficientes, então será preciso utilizar eletrodutos e canaletas para passar os cabos — e se não houver a possibilidade de quebrar as paredes nem de fixar acabamentos superficiais, o resultado pode não ser o mais adequado;

 

 

 

    • Esse questionamento, ainda que tenha uma aparente resposta positiva óbvia, pode não corresponder à realidade. O receiver vai trazer praticidade e aumentar a qualidade do sistema, o que certamente enriquece de forma notável a experiência sonora do cliente. Mas é importante que ele tenha plena consciência disso para não ver na sua sugestão pela instalação do equipamento apenas mais um gasto. A atenção especial a este ponto tende a aumentar a confiança do comprador no instalador, e o trabalho tende a ficar muito mais facilitado.

 

Melhorias proporcionadas pelo receiver de som no projeto de som ambiente

 

Os receivers evoluíram muito nos últimos anos. Do ponto de vista físico e estético, o que antes precisava de 20 quilos de componentes eletrônicos para funcionar agora é capaz de entregar excelentes resultados com menos de 10 quilos de peças. Antes também era comum que a área ocupada pelo módulo fosse maior, chegando facilmente aos 50 centímetros de profundidade. Felizmente a microeletrônica evoluiu e já se consegue entregar os mesmos recursos sem sacrificar a mesma área na superfície dos móveis.

 

Além da redução de tamanho, há diversos benefícios técnicos. Um dos principais é a possibilidade de unificação de diversas conexões para a transferência integrada de sinais de áudio. Por meio da grande quantidade de entradas e saídas é possível aproveitar melhor o som produzido por reprodutores de áudio, players de jogos, dispositivos de streaming e da própria televisão, direcionando tudo isso para uma ou mais saídas. Assim o cliente pode sonorizar diferentes áreas do imóvel sem se preocupar em mover equipamentos e ligá-los em caixas acústicas diferentes.

 

Fazem parte das conexões de receivers modernos os seguintes padrões:

 

  • HDMI;
  • interface de rede (cabos RJ-45);
  • USB;
  • conexões para caixas acústicas;
  • sistemas multi-room;
  • entradas ópticas e coaxiais;
  • Wi-Fi;
  • protocolos IP, AirPlay, Bluetooth e DLNA;
  • integração com rádios online e serviços de streaming de música (Spotify, Deezer e outros);

 

e ainda suporte para os seguintes formatos de áudio e vídeo:

 

 

  • Dolby Atmos;
  • DTS-X;

 

  • processamento de vídeo 4K Ultra-HD em 60 Hz;
  • HDMI 2.0a.

 

Renovando o projeto de som

 

Além de oferecer um projeto de sonorização de ambiente que já inclua um novo receiver para os consumidores, sempre é bom aproveitar os constantes lançamentos de novidades no mercado do áudio e propor a renovação dos equipamentos. A proposta deve ser feita no sentido de atualizar a sala de som ou o home theater do cliente e dar a ele o controle efetivo do conteúdo que consome.

 

Após analisar o ambiente, é importante oferecer boas opções para o cliente, considerando aspectos técnicos e de uso conforme a aplicação e a preferência do usuário. Há diversos modelos que oferecem desde a conectividade sem fio por meio de sinais Wi-Fi até a possibilidade de instalação em paredes e espaços confinados.

 

Esses receivers e amplificadores têm a característica de funcionarem com diversas caixas de som — em alguns casos, é possível ligar até 12 alto-falantes na mesma linha —, o que dá autonomia ao cliente para que sonorize um amplo espaço residencial ou comercial. Observe que independente do tamanho do projeto, a praticidade deve imperar e uma das preferências mais importantes de serem respeitadas é a conectividade: quanto menos fios e maior facilidade para integrar diversos dispositivos à instalação, melhor.

 

Para atender à esta exigência, diversos receivers já oferecem a funcionalidade da conexão sem fio por meio da rede Wi-Fi. Basicamente, o sistema oferecido por eles — chamado de Multiroom — permite gerenciar diferentes tipos de equipamento por meio de um aplicativo para celulares e tablets, atribuindo nomes aos aparelhos dentro da rede e compartilhando o streaming de música sem nenhum tipo de complicação — nem a necessidade de instalação de fios, cabos ou interfaces adicionais para o pareamento com os mobiles.

 

Além desses recursos também é possível usar esse tipo de equipamento para sonorizar dois ambientes, integrá-lo a outros eletrônicos por meio das conexões óptica digital e RCA e usar protocolos Bluetooth, USB e rádio FM.


Para conhecer mais sobre esse e outros aparelhos criados para o seu negócio de sonorização de ambientes, acesse o nosso site e leia o nosso blog.

< Anterior Próximo >