Transmissor de áudio Bluetooth: o que levar em conta na hora da compra
19/09/2019

Transmissor de áudio Bluetooth: o que levar em conta na hora da compra

Uma das principais inovações que o avanço das tecnologias de áudio trouxeram para os consumidores de áudio foi a capacidade de ouvir o que quiser, a partir de qualquer dispositivo, sem a necessidade de fios. Isso tornou-se viável com a popularização de um equipamento simples — e em alguns casos, invisível: o transmissor de áudio bluetooth. É ele quem faz a integração entre reprodutores de mídia, amplificadores e caixas de som e torna a experiência sonora muito mais confortável e prática.

 

Uma série de equipamentos disponíveis no mercado oferecem a capacidade de recepção desses sinais. As especificações são diversas, com categorias que vão desde o 1.0 até o LE. Mas você sabe a diferença entre elas e como usá-las para escolher o melhor aparelho para comprar?

 

Antes de te ajudar a decidir, é preciso conhecer mais sobre a tecnologia. E é isso que vamos fazer a partir de agora. Continue a leitura para entender plenamente como funciona esse protocolo de comunicação e não tenha mais problemas na hora de parear o seu celular com a caixa de som ou a central multimídia do carro.

 

Como um transmissor de áudio bluetooth funciona?

 

Esse tipo de comunicação entre dispositivos é baseado num padrão mundial de comunicação sem fio que tem uma premissa fundamental: consumir pouca quantidade de energia. O pré-requisito é que os aparelhos estejam próximos um do outro para que o fluxo ocorra da melhor maneira possível.

 

A transmissão dos dados é feita por meio de radiofrequência, de forma muito semelhante como funcionam os celulares e os aparelhos de rádio (AM e FM), por exemplo. Há três classes categorizadas pela potência total emitida pelos transmissores:

 

  • classe 1: potência máxima de 100 mW (miliWatts), que permitem a cobertura de uma área de cerca de 100 metros;
  • classe 2: potência de 2,5 mW e alcance de até 10 metros;
  • classe 3: potência máxima de 1 mW e alcance de apenas um metro.

 

A maioria dos dispositivos comercializados no mercado é da classe 2, pois ela proporciona um bom custo-benefício energético: não consome muito e atende às principais necessidades cotidianas. Um exemplo de aparelho atendido por essa classe são os smartphones, que ao longo de boa parte do dia estão próximos a uma caixa de som para a reprodução de músicas ou um fone de ouvido com microfone.

 

Outro destaque importante é que a interoperação de aparelhos de diferentes classes é possível. A única limitação é que a comunicação sempre estará restrita à menor distância — se usar um dispositivo que tenha a capacidade de enviar sinais a 100 metros de distância (classe 1) e outro a 10 metros (classe 2), o espaço entre eles terá que respeitar o limite menor.

 

Velocidade do transmissor de áudio bluetooth

 

Por ser um protocolo de comunicação relativamente simples, a velocidade de transferência dos dados é baixa. Até a versão 1.2, o valor máximo alcançável é de 1 Mb/s (megabit por segundo). A partir da versão 2.0, houve aumentos (primeiro para 3 Mb/s) até chegar aos 50 Mb/s disponíveis na versão 5.0.

 

Essas taxas são limitadas pela universalização do protocolo. Como o bluetooth obedece padrões internacionais para funcionar em diversos países, a frequência escolhida pelo consórcio de fabricantes que desenvolveu o sistema é baixa e aberta — logo, mais sujeita às interferências de outros equipamentos que estejam no entorno. Ainda que eles não impeçam a comunicação, podem fazer com que os ruídos diminuam a velocidade e interfiram diretamente no alcance dentro do espectro eletromagnético. Os canais usados ficam entre os 2,4 GHz e 2,5 GHz.

 

Versões da transmissão via bluetooth

 

O protocolo surgiu nos anos 90, e de lá pra cá, passou por evoluções significativas que permitiram aprimoramentos de velocidade, qualidade e alcance. Esse tipo de intervenção foi o que permitiu incorporar a transmissão de áudio de alta qualidade — mais do que apenas trocar dados entre dois equipamentos.

 

As diferenças fundamentais entre elas são:

 

 

  • bluetooth 1.0: a primeira disponibilizada comercialmente, apresentou problemas que dificultaram a implementação. Tinha velocidade de transferência bastante baixa, de no máximo 721 Kb/s (kilobits por segundo);
  • bluetooth 1.1: aperfeiçoamento da versão anterior, corrigiu problemas e incluiu uma funcionalidade técnica interna capaz de medir a potência da recepção do sinal. Manteve a velocidade anterior;
  • bluetooth 1.2: permitiu conexões mais rápidas a partir de novembro de 2003, aliada à proteção contra interferências e processamento de áudio mais avançado;
  • bluetooth 2.0 + EDR: marcou a diminuição drástica de consumo de energia, aumento da velocidade de transmissão para até 3 Mb/s, correção de falhas anteriores e melhor comunicação entre os dispositivos. A sigla EDR refere-se ao padrão Enhanced Data Rate, que permite triplicar a taxa de transferência de dados;
  • bluetooth 3.0 + HS: as velocidades desta versão chegam aos 24 Mb/s, o controle de energia é mais eficiente e ela proporciona a popularização de uso;
  • bluetooth 4.0: inova ao exigir menos energia quando o dispositivo está ocioso. Essa inovação foi importante para a aplicação em telefones celulares, que consomem energia mesmo quando esse tipo de comunicação não está em uso (mas permanece ativa);
  • bluetooth 4.2: mais avançada no aspecto da segurança, essa versão usa criptografia e garante que apenas dispositivos devidamente autorizados se conectem entre si. A velocidade é de 24 Mb/s mas o suporte ao tráfego de dados maior permite o envio de mais dados ao mesmo tempo — o que contribui com a obtenção da melhor qualidade de áudio nas aplicações com esta finalidade;
  • bluetooth 5.0: a versão mais recente da tecnologia permite que você faça transmissões a distâncias de até 40 metros entre transmissor e receptor. A velocidade média aumentou e agora chega a 50 Mb/s e o risco de interferências causadas pelas redes Wi-Fi ou LTE (quarta geração de celulares) também são aperfeiçoamentos importantes.

 

 

Como você leu, há diversas versões e evoluções da tecnologia bluetooth. É importante ainda saber que esse recurso não serve apenas para a transmissão de áudio, ainda que as vantagens dessa aplicação específica sejam bastante percebidas. Um dos motivos que faz com que esse tipo de conexão seja procurada nos equipamentos de áudio e outras categorias é justamente a possibilidade de expandir o consumo de mídia para diversos ambientes sem precisar de fios e cabos.

 

Para aproveitar isso da melhor maneira possível, é importante saber quais características devem fazer parte do seu novo equipamento de áudio.

 

Características dos equipamentos de áudio bluetooth

 

Os principais fabricantes de equipamentos de som já incorporaram placas com capacidade de transmissão e recepção de áudio bluetooth em seus equipamentos. Mais do que um diferencial técnico, eles atendem à demanda do mercado que representa a preferência do consumidor: som de qualidade, sem amarras, em qualquer lugar.

Felizmente há uma série de soluções disponíveis que entregam facilidade de conexão, bom alcance e qualidade sonora surpreendente. Entre os produtos mais importantes estão as caixas de som portátil, sound systems, caixas amplificadas e amplificadores.

 

Todos esses itens saem de fábrica preparados para se conectarem ao seu telefone celular, computador, tablet e outros equipamentos que tenham um transmissor de áudio bluetooth já incorporado. Como diferencial estão funções como a amplificação do sinal recebido pelo protocolo de comunicação sem fio, a identificação automática do tipo de áudio que está sendo captado (se uma ligação telefônica ou uma música) e a equalização correspondente ao nível de entrada do áudio, tornando a experiência sonora mais rica e a qualidade do que é reproduzido, mais destacada.

 

Entre as informações que você deve saber na hora de comprar um equipamento bluetooth, estão:

 

  • potência RMS: medida em Watts, o valor é o mais fiel quando se busca saber a intensidade do som produzido pelo equipamento. Há algumas formas de medir que não correspondem à realidade, como a unidade PMPO. Diferentemente do RMS, que informa a potência do som sem distorção, essa outra exibe os picos das ondas sonoras — que inclui ruídos e perdas de qualidade consideráveis;
  • bateria: para as caixas de som sem fio, esse item é fundamental. Quanto tempo você espera poder ouvir a sua música longe da tomada? Fique atento e procure os aparelhos que ofereçam mais de cinco horas de áudio em volume médio;
  • portabilidade e resistência: talvez você queira levar a sua caixa para diversos lugares e é importante que ela ofereça condições físicas e resistência adequadas. Para ambientes externos, procure equipamentos com resistência à poeira e no caso dos que vão operar dentro de casa, o design pode ser um fator decisivo.


Agora que você já sabe como funciona um transmissor de áudio bluetooth e quais características precisa buscar em cada equipamento, conheça nossa linha completa no site. Também temos conteúdos sobre este tema no nosso blog.

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