Tudo o que você precisa saber sobre tratamento acústico
24/01/2019

Tudo o que você precisa saber sobre tratamento acústico

O investimento em um sistema de sonorização de ambiente é uma decisão importante, tanto do ponto de vista financeiro quanto do técnico. Na maioria dos casos, a preocupação inicial é com a quantidade de caixas de som, o tamanho dos seus alto-falantes, a potência do amplificador, a qualidade do microfone e a quantidade de canais da mesa de som ou de outro dispositivo de mixagem. Mais recentemente, features como interfaces de conexão Bluetooth e outras facilidades têm sido procuradas, mas ainda assim, com foco no equipamento e suas características. O que quase ninguém se lembra é de prestar atenção num aspecto fundamental: o tratamento acústico.

 

É evidente que o equipamento é importante, mas talvez esse outro aspecto, menos “glamuroso” por exigir alto conhecimento técnico e intervenções no espaço que receberá a instalação, pode ser o diferencial para ter um sistema com rendimento excelente, bom, medíocre ou ruim. Ele interfere diretamente na forma como as ondas sonoras se comportarão ao serem propagadas pelo espaço e é o responsável por fazer um sistema caro ter péssima qualidade ou um conjunto mais econômico apresentar como resultado uma experiência sonora superior.

 

Isso fica muito claro se analisarmos um cenário hipotético, porém comum: quatro caixas acústicas de 25 Watts (W) cada ligadas em paralelo a um amplificador de 100 W em uma sala comercial preenchem bem o ambiente. Porém, se levarmos esse mesmo kit para um salão ou grande auditório, a percepção do som será completamente diferente. Por haver maior distância entre as paredes, as ondas tendem a se movimentar de forma diferente pelo ar e minimizar a capacidade do equipamento.

 

Para esclarecer mais sobre esse assunto, nossos especialistas elaboraram para você o infográfico Tudo o que você precisa saber sobre tratamento acústico. Este conteúdo totalmente online e gratuito reúne conceitos técnicos, dicas e orientações fundamentais na hora de estruturar um projeto de sonorização de ambiente. Por meio do conhecimento contido neste material, você poderá potencializar os resultados obtidos com uma instalação já existente, buscar novos resultados e oferecer sistemas mais avançados para os seus clientes.

 

Tratamento acústico é diferente de isolamento

 

Ainda que esta diferenciação pareça básica, muitos consumidores pensam em um resultado e solicitam outro. Com propostas diferentes, cada uma dessas intervenções deve ser estudada e executada de uma maneira específica, conforme o que se pretende obter.

 

No caso do isolamento, a proposta é impedir que o som de fora entre ou que o de dentro do ambiente saia. É comum ver esse tipo de modificação, entre outros lugares, em casas de espetáculo que fiquem próximas à zonas residenciais e até em moradias no entorno de avenidas movimentadas ou áreas conhecidamente ruidosas das cidades.

 

Por meio da escolha de materiais específicos, é possível impedir que as ondas sonoras provenientes de outro ambiente ultrapassem as barreiras físicas, sendo estas formadas por itens como:

 

  • madeiras de alta gramatura (mais grossas e pesadas);
  • concreto;
  • vidros duplos em janelas.

 

Outra característica desse tipo de trabalho é que as alterações no imóvel tendem a ser mais drásticas, sobretudo quando ele não foi pensado para a condição de isolamento. A obra pode envolver deslocamento de aberturas, substituição de portas e janelas e outras modificações.

 

Já no caso do tratamento acústico, a ideia é controlar o comportamento das ondas sonoras dentro do espaço. Diferentemente do isolamento, não há nenhum tipo de exigência deste trabalho de quem gera sons com frequência. Sua proposta é dar mais condições de fluidez à ondas mecânicas do som para que elas proporcionem a melhor experiência a partir dos próprios princípios físicos.

 

Para garantir que um estúdio, sala de home-theater e outros ambientes causem no ouvinte a mesma sensação que um “cinema”, deve-se adquirir e instalar:

 

  • lã de rocha;
  • fibra de vidro;
  • plásticos;
  • espumas diferenciadas de alta densidade e piro-repelentes (anti-chama).

Por meio da disposição correta desses itens, busca-se equilibrar as diferentes frequências sonoras e o aproveitamento correto das características físicas de cada uma delas.

 

 

Boa leitura!

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